A palavra FOME deriva do latim faminem, e é nem mais nem menos do que a sensação fisiológica pela qual o corpo percebe que necessita de alimento para manter as atividades necessárias à vida.
É benéfica e não a deves recear!
Mas não é isso que fazemos quando iniciamos uma dieta, uma vez que comemos somente por obrigação, para nutrir o corpo, desprovidos de vontade de comer aquele determinado alimento, acabando uma refeição pouco ou nada satisfeitos...
Porque comes sem ter fome? Como comes e como te sentes depois de comer?
Qual a tua atitude relativamente à prática de exercício físico?
Que barreiras físicas, psicológicas, culturais e/ou ambientais te impedem de comer de modo saudável e de te manteres fisicamente ativo?
À medida que ganhas consciência do teu corpo, pensamentos e sentimentos, da realidade que te impede da tomada de decisões mais saudáveis, ficas consciente do suporte de que necessitas para a mudança comportamental.
Com esses insights adquires as ferramentas de que necessitas para derrubares os muros no caminho de uma vida saudável e no controlo do teu peso. Ao optarmos por não sermos mindfulness em relação à forma como nos alimentamos, não nos apercebemos da nossa verdadeira fome.
Jan Chozen Bays (professora zen, educadora consciente) dividiu a fome em 9 tipos:
A Fome que advém através do estímulo visão. Não é à toa que existe uma expressão muito conhecida “comer com os olhos. Uma refeição apresentada de uma forma cuidada será sem dúvida mais atraente relativamente a uma refeição apresentada sem cuidado absolutamente nenhum, mesmo que os ingredientes sejam os mesmos.
Por isso é tão importante para o Mindful Eating o órgão sensorial VISÃO e a sua utilização aquando a refeição, pois se não apreciamos (olhamos com Atenção Plena) devidamente o alimento, a satisfação desta fome ficará incompleta.
É igualmente absolutamente necessário para a nossa satisfação sentir o aroma dos alimentos. A maioria parte das vezes em que nós pensamos sentir determinado “sabor”, sentimos, na verdade, o “cheiro” de um determinado alimento/ingrediente/tempero.
Para satisfazer a Fome do Olfato, experimente sentir através do olfacto o aroma dos alimentos antes de começar a comer, e antes de cada garfada.
Divirta-se a detetar e classificar os sabores de um determinada refeição. Azedo? Doce? Salgado? Picante? Que os temperos deteta? Que texturas são sentidas na tua boca? Que sensações te trazem?
Estar mais consciente, cultivando a curiosidade e abertura em torno dos diferentes sabores e texturas que sentimos durante uma refeição, pode ajudar a satisfazer nossa fome da boca.
Muitas vezes a nossa necessidade está em sentir, com nossas mãos, o alimento, sua temperatura, textura e isto pode influenciar o quanto isto nos satisfaz e a quantidade que conseguimos consumir.
Se necessitares de uma comida quente, comer uma salada nunca te irá satisfazer de verdade, e vice-versa.
O barulho crocante que um alimento faz ao mordermos e mastigarmos, é o motivo pelo qual, não só comemos batata frita de pacote, como a explicação para o facto de sermos capazes de devorar um pacote num “abrir e fechar de olhos”.
Se estiveres desatento, a comer em forma de piloto automático, misturas a crocância de determinado alimento com o barulhos internos da tua mente, motivo pela qual nem te dás conta do que ingeres, desrespeitando por completo a fome de ouvido.
O barulho advindo do estômago é uma das formas de detetar os sintomas físicos da fome, todavia isto pode ainda não significar necessariamente que nosso corpo precisa de comida.
Muitas vezes podemos confundir a sensação de fome com sentimentos que afetam nosso estômago, tais como ansiedade ou nervosismo. Se não estivermos atentos, podemos alimentarmo-nos devido a uma fome meramente emocional, procurando na sua maioria açúcar e gordura, desencadear um ciclo de comer emocional.
Escuta o teu estômago e familiariza-te com os sinais que ele te envia. A partir desse momento podes escolher quando te alimentar, ciente de que estás a satisfazer as necessidades reais do teu corpo, e não emocionais.
Quando o nosso corpo necessita de determinado nutriente envia-nos sinais de irritação, cansaço, ou mesmo dor de cabeça.
A chamada “fome celular” é extremamente difícil de perceber se não estivermos conectados no momento Presente. Essa sabedoria intuitiva do que necessitávamos (sabedoria interna) estava presente naturalmente, em crianças, porém, ao longo do tempo, fomos gradualmente perdendo essa capacidade. Através do Mindful Eating, do comer com atenção plena, é possível tornarmo-nos mais conscientes dos desejos do nosso corpo por nutrientes específicos.
A maior parte da população mundial é um comedor ansioso. Estamos constantemente a ser bombardeados por diferentes e muitas vezes incongruentes, informações nutricionais.
Ao priorizar o pensar sobre o alimento e o corpo, deixamos de sentir. Nossa mente “mente”.
É muito difícil de satisfazê-la, ela é inconstante e sempre encontrará algo novo para se focar. O Mindfulness é uma ferramenta extremamente valiosa a que podes recorrer para tranquilizar a mente e permitir uma maior consciência sobre como nosso corpo nos avisa acerca do alimento que verdadeiramente necessitamos.
Não é possível falar de alimentação sem associá-la às emoções e sentimentos.
A vontade de comer certos alimentos encontra-se intrinsecamente ligada à nossa infância, e fomos com o passar do tenho habituando a nossa mente a recorrer a determinados alimentos para nos sentirmos melhor. Comemos (literalmente!) as emoções que não desejamos sentir, perpetuando o ciclo de recompensa do nosso cérebro, e se comermos sem o objetivo de saciar a nossa fome física, comer nunca nos irá satisfazer por completo.
Diverte-te a descobrir qual o tipo de fome que sentes.
Ao abraçar o mindfulness, mais especificamente o Mindful Eating, irás aprender a (re)parar, a ouvir e reconhecer aquilo que é verdadeiramente importante para viveres uma vida plena!
Podes saber mais acerca SERVIÇOS que temos para te oferecer aqui.
Contacta-nos, teremos todo o gosto em te ajudar a viver uma vida mais Mindfulness!